quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Juntas Soltas: Generations Windblade

Em 2013, a Hasbro fez pela primeira vez uma votação para um personagem "criado pelos fãs". Após múltiplas etapas de votação, o resultado saía. Autobot. Valente. Com forma de Jato. Usando uma espada. Nas cores Vermelho e Preto. Telepata. Mulher.

Windblade surgia ante a aprovação de alguns fãs e a ira irracional de outros. Para uma parte do fandom, o resultado da votação era sinal claro de corrupção. Windblade era "fruto de tudo que havia de errado". Obra da "ditadura do politicamente correto" e "imposição do feminismo". Apenas em Beast Wars se viu tamanha ira nas message boards de Transformers. Ira que, surpreendentemente, continua até hoje. 

E em 2014, Windblade chegava ao mercado como parte da linha Generations ao mesmo tempo em que dava as caras nos quadrinhos da IDW, no evento Dark Cybertron, seguindo para uma minissérie própria pelas mãos de Mairghread Scott e Sarah Stone, em uma trama política. Sua presença nos quadrinhos apenas aumentou a raiva de quem via sua existência como um crime contra a franquia. Para essa parte dos fãs, Windblade era uma "Mary Sue superpoderosa" (engraçado como essa "crítica" se usa contra qualquer protagonista feminina hoje em dia), apesar do total fracasso dela em, bem, quase tudo que ela tentou fazer. Entre as muitas lendas inventadas sobre a personagem por parte de quem não leu nada em que ela aparecesse, estava até que ela teria "derrotado Megatron sozinha".

Mas estamos aqui para falar de brinquedos, não de nerds revoltados. 

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Juntas Soltas: Dark of the Moon Megatron

Depois de um "avião" que nem tentava disfarçar sua origem alienígena (ou suas partes de robô) e um tanque que aberta e orgulhosamente expunha seu rosto, Megatron finalmente cedeu à necessidade de uma forma alternativa que contasse como um disfarce em Dark of the Moon. Ter seu rosto parcialmente explodido tende a fazer isso com as pessoas. 

E para a revolta de grande parte dos fãs, essa forma alternativa não era um tanque, um jato, um helicóptero militar ou algum outro veículo de destruição em massa. Embora a essa altura da franquia o nome já tivesse sido usado para praticamente qualquer coisa, não foram muitos que viram com bons olhos a decadente forma alternativa do tirano Decepticon no terceiro filme...

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Juntas Soltas: Prime Cyberverse Bumblebee Battlesuit

Playsets foram para muita gente uma parte essencial do play-pattern de muitas linhas de brinquedos. Bonequinhos e arminhas são uma coisa, mas ter veículos e bases, ou casas e prédios, estações de bombeiros ou cidades com as quais estes possam interagir? Como grande parte do mercado, Transformers não nega a importância de um bom conjunto de playsets - não era sem motivo que Optimus Prime vinha com uma base de reparos!

Ao longo de seus 33 anos, a franquia passou por algumas sublinhas focadas em sets miniatura para seus robôs - começando pelas formas de base e os "city-bots" da segunda metade de Geração 1. A linha atual de Generations, Titans Return, é em grande parte voltada a dar oportunidades lúdicas para os Head Titanmasters sem que eles estejam servindo de cabeça. Mas antes deles, houve outra sublinha centrada em bases e veículos: Cyberverse

Iniciado em Dark of The Moon e seguida em Prime, o selo Cyberverse tomava o lugar das velhas categorias Legends - agora Legion - e Scout - agora Commander. Junto das figuras pequenas renomeadas e focadas em uma escala menor, sem mais interagir com os bonecos maiores, havia algo novo: Veículos Cyberverse, sucessores espirituais dos veículos Micromaster de G1. Como o "carro chefe" da franquia, é óbvio que Bumblebee não poderia ficar fora disso... e eis que em 2012, o batedor amarelo dava as caras com seu traje de batalha.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Juntas Soltas: Revenge of The Fallen Voyager Starscream

Muitos dos designs cinematográficos de Transformers foram mal recebidos pela fanbase. O já discutido Megatron foi um dos mais mal vistos em 2007, mas nada se compara ao grau de vitriol atraído por seu traiçoeiro braço-direito, Starscream. De um multicolorido F-15, o traíra supremo passou para um monocromático F-22. Sua silhueta clássica e funcional, saída dos tempos de Diaclone, dava lugar a um corpo volumoso e triangular, projetado pelo artista Singaporeano Feng Zhu. Para muitos, não havia nada de Starscream no monstro mecânico de Zhu...

Sua versão em plástico conseguiu ser ainda pior recebida: lançado em 2007, o primeiro "grande" boneco do Starscream cinematográfico era marcado por kibble excessivo, falta de mãos e um gimmick semi-funcional de lançamento de mísseis. Seu esquema de cor monótono de cinza-com-cinza e cinza, fiel ao veículo real - mais apropriado para os dias de hoje - e ao filme, não lhe fazia favores. 

Como aconteceu com quase todos os bonecos dos filmes, Starscream recebeu um molde melhorado em Revenge of The Fallen. Um que prometia resolver todos os problemas do antigo - incluindo um novo esquema de "tatuagens" para quebrar a monotonia do cinza-no-cinza-no-cinza. Mas será que deu certo?


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Juntas Soltas: Transformers Prime Thundertron

Algumas vezes, as coisas não saem bem como planejado: personagens são projetados, a narrativa é preparada para sua introdução, faz se marketing em cima... e mudanças de última hora levam eles a não darem as caras.

Transformers tem uma longa história disso - de bonecos cancelados a personagens com um papel muito menor do que originalmente planejado, passando por uma linha de trama que começou com um personagem e terminou com outro. Transformers Prime não foi exceção.

Antes do anúncio de Beast Hunters, Prime teria um vilão completamente novo para sua terceira temporada. Líder dos piratas espaciais Star Seekers, Thundertron seria uma nova ameaça para Autobots e Decepticons. Baseado parcialmente no Capitão Ahab de Moby Dick, o capitão da nave Tidal Wave buscava vingança pela de seu mundo durante a grande guerra. O personagem projetado por Emiliano Santalucia até teve foco em um livro - Exiles - mas ao fim das contas, terminou sendo uma inexplicável adição leonina à linha de Prime.


quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Juntas Soltas: Prime RiD Vehicon

Transformers Prime encarou alguns problemas em suas produção. Entre eles, estava o velho dilema moral de se heróis matam ou não - resultante da aura de seriedade da produção, visando uma série "madura" - e as limitações da animação computadorizada, onde cada personagem novo significa um aumento considerável nos custos. Este último marcou Beast Wars e Beast Machines consideravelmente. Energon e Cybertron contornaram o problema com animação mais limitada e texturas mais simples, mas isso estava fora de cogitação para a "superprodução" de Prime...

A solução para os dois problemas veio em uma tacada só: a criação de Decepticons genéricos, estabelecidos como drones sem centelha, de forma que grandes números de inimigos pudessem ser usados sem depender de múltiplos modelos de animação e sem que houvesse dilemas morais quanto à morte dos vilões. Com essa sacada, nasciam os Vehicons. E num caso relativamente raro, esses genericons acabaram saindo como bonecos. Mais de uma vez!

Esse é o segundo lançamento dos Vehicons, como parte da linha Prime Robots in Disguise, de 2011. Embora sejam estabelecidos como drones sem centelha e sem personalidade, esses carinhas de preto tem personalidade de sobra - e o boneco consegue manter isso.


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Juntas Soltas: Revenge of the Fallen Voyager Megatron

Semana passada, eu falei do Megatron do primeiro filme de Transformers. Por todos os aspectos, uma figura que simplesmente não deu certo. Uma forma de robô tediosa, Gimmicks pouco funcionais e um esquema de cor monótono estavam longe de ser seus maiores problemas. Juntos, ainda eram pouco perto de sua forma de "veículo", digna de um MS transformável de Gundam. Pouco mais do que um robô estirado, a conversão do "Imperador da Destruição" mal se passava por qualquer coisa

Dois anos mais tarde, em A Vingança dos Derrotados, Megatron voltava a vida com um alt mode novo: um tanque cybertroniano. Novamente, havia pouco esforço em fazer do alt-mode um disfarce, mas havia uma conversão de verdade - e desta vez, devido ao ciclo de produção conturbado do filme, os bonecos terminaram radicalmente diferentes do visto no filme. Nosso foco aqui é o tanque "tartaruga" da classe Voyager - diferente do "canhão ambulante" do Leader Class ou do bolo visto na linha de Age of Extinction. 


terça-feira, 15 de agosto de 2017

Juntas Soltas: Movie Voyager Megatron

Poucos personagens passaram por uma variedade tão grande de designs quanto Megatron, e sua incarnação cinematográfica não é exceção à tendência do "imperador da Destruição" de alterar sua forma alternativa de tempos em tempos. Em cinco filmes, Megatron (atendendo em um deles por Galvatron) passou por cinco formas alternativas - e uma quantia ainda maior de bonecos. 

Convertendo-se em um jato cybertroniano em O Último Cavaleiro, a encarnação atual de Megatron tem tido uma recepção excelente por parte da fanbase, em termos de seus bonecos. Mas não é deste design que estamos falando, mas sim do seu primeiro design, de 2007, que também virava um jato alienígena - só um tanto... rudimentar.

A versão aqui vista é  versão lançada no Boxset The Gathering at the Nemesis, de A Vingança dos Derrotados, um redeco do Voyager de 2007. Este Megatron veio com uma versão inalterada de seu mestre, o Fallen, e uma versão azul de Soundwave. 

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Juntas Soltas: Generations Darkmount "Straxus"

O começo de Generations foi marcado por uma bateria de personagens obscuros e ignorados. Enquanto Classics e Universe se focavam em mainstays como Optimus Prime, Starscream, Prowl e Grimlock, Generations abria com um misto de personagens retirados dos quadrinhos e os redesigns do jogo War For Cybertron.

É da primeira categoria que vem "Darkmount" - ou como o personagem realmente se chama, Straxus. Originário dos quadrinhos da Marvel, o tirano de Darkmount existia apenas como um personagem esquecido dos quadrinhos - tão esquecido que a Hasbro conseguiu perder o trademark de seu nome. Que, para a surpresa de todos, no começo de 2010, emergia na forma de um Deluxe. 

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Juntas Soltas: Lego Bionicle 2015 Toa Tahu


Ah, Bionicle. A linha de Constraction (Bonecos montáveis) da LEGO marcou toda uma geração com seu uso engenhoso de peças, seus designs ousados e sua mitologia intricada. Cancelada em 2010 para a frustração de seus fãs dedicados, Bionicle deu lugar para Hero Factory - com builds mais intuitivos e menos engenhosos e uma mitologia mais simples.

Hero Factory encarou o desdém do fandom da velha linha, chegando ao seu fim em 2015. Em seu lugar, uma nova linha de Bionicle - usando das peças de seu tão malquisto sucessor espiritual - dava as caras. A nova linha Bionicle durou dois anos, começando com este de que falo, o Toa do fogo, Tahu, e seus companheiros.

A segunda geração de Bionicle foi um projeto relativamente ousado para a LEGO, contando com um par de séries animadas - uma em flash, narrando o começo da jornada dos seis Toa, e outra em parceria com a Netflix, em computação gráfica. Apesar disso, a franquia não vingou. 

terça-feira, 27 de junho de 2017

Juntas Soltas: Age of Extinction Hound


Com mais um filme de Transformers chegando temos que falar do melhor personagem que a franquia gerou... falo é claro de Hound. Quando Age of Extinction tratou de prover o mundo com uma nova equipe de Autobots, ninguém esperava ver o velho batedor de geração 1 entre os novos membros do esquadrão de Optimus Prime...

E para a surpresa de ninguém, não viram. Ao invés de um jovem batedor com anseios por ser humano, o novo Hound era uma imensa combinação de personagens: o tema militar de seu homônimo, a barriga proeminente de Bulkhead (o que leva muita gente a dizer que o Hound dos filmes é só o Bulkhead), o mau humor de Kup e o vasto arsenal de Roadbuster... tudo isso sustentado pelo imenso carisma de John Goodman!

Não é sem motivo que o obeso rastreador se tornou um dos mais populares personagens em um filme que lamentavelmente carece de personagens populares. Mas a verdadeira questão é... e o brinquedo? 


segunda-feira, 29 de maio de 2017

Juntas Soltas: MP-B01 Masterpiece King ExKaiser


No começo dos anos 90, ante ao declínio de Transformers como marca, e o cancelamento de Transformers Zone, a Takara firmou uma parceria com dois grandes nomes da animação japonesa, ambos ligados a um dos, se não o maior nome em termos de robôs gigantes, Mobile Suit Gundam. 

Visando começar uma nova franquia de robôs transformáveis que pudesse tomar lugar da moribunda franquia Transformers, a gigante dos brinquedos firmou uma parceria com o designer mecânico Kunio Okawara e o estúdio de animação Nippon Sunrise.

Em 1991, sob a direção de Katsuyoshi Atabe, as duas empresas levavam ao ar a primeira de sete séries que ajudariam a reconstruir Super robôs como um gênero narrativo após os animes de guerra com robôs gigantes da década anterior terem os relegado ao esquecimento: Yuusha Exkaiser

Centrada nas aventuras dos polícias alienígenas Kaisers (formas de energia que se incorporaram em veículos terrestres) em sua caçada a gangue criminosa dos Geisters, Exkaiser destoava do mar de séries pretensamente "realistas" e "sóbrias" que haviam tomada conta da animação de mecha na década passada, no mesmo ano em que uma das séries seminais do gênero, Getter Robo, se rendia a ilusão de "seriedade" em Getter Robo Go, sua pior série - que foi reaproveitada vagamente como base para um mangá realmente "sério" e que não se envergonhava se sua "super robosidade". 

A ressurreição dos Super Robôs. 

Ao mesmo tempo em que retomava os velhos super robôs, Exkaiser, com suas cores berrantes e tom mais otimista que as séries concorrentes (com a exceção marcante de Zettai Mutteki RaiJin-Oh, da então concorrente Tomy - que contribuiu para o mesmo entendimento) cimentava aos olhos da audiência e do mercado o erro de que "super robôs" carecem de drama, tensão e "realismo". Em comparação com os dramas de guerra tétricos e quase niilistas da década anterior, uma série que se encerrava com seu vilão cometendo suicídio para não ser preso (e outra que se abria com toda uma turma da quinta série sendo esmagada por um robô gigante e um policial alienígena dando sua vida para salvá-la - o que me faz ter que notar: tanto Raijin Oh quanto Exkaiser bebem fartamente de Ultraman) parecia positivamente idealista. 


Em 2005, para comemorar os  15 anos do projeto Brave - que reaproveitou vários designs arquivados e alguns bonecos inteiros de Transformers - e para aproveitar o sucesso imenso de Masterpiece, então um selo comemorativo dos 20 anos de Transformers, a Takara lançou a breve linha Masterpiece Brave - que como sua franquia mãe, se abria com o policial do espaço, Exkaiser. 

terça-feira, 23 de maio de 2017

Juntas Soltas: Generations Roadbuster


Alguns Transformers tem um "pedigree" diferente dos outros - particularmente durante os dois primeiros anos da franquia, composta primariamente por moldes reciclados de Diaclone e Microman

Mas nem todo mundo vinha das coleções da Takara: alguns se originavam em outros lugares, Uma dupla em particular, os Autobots de luxo, de 1985, se originava em uma obscura série de animação japonesa...

Reaproveitados de moldes produzidos originalmente pela Takatoku para a série Tokusou Kihei Dorvack (aqui lançado como Comando Dolbuck), Roadbuster e Whirl eram visivelmente diferentes de seus colegas. Tinham mais armas, uma assinatura visual mais coesa, com menos partes de veículo a mostra, e formas de veículo que estavam longe de serem realistas... E em 2013, atualizados para  linha Generations, a dupla manteve cada uma dessas características...

Hoje, Roadbuster, um dos últimos lançamentos da pseudo linha de aniversário de 30 anos de Transformers, lançado oficialmente em 2014. Seu "irmão" Whirl, lançado no ano anterior, ficará para outro dia.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Juntas Soltas: Energon Cruellock

Transformers Energon foi uma série estranha. A segunda parte da agora infame "Trilogia do Unicron" foi marcada por uma série de animação incompreensível, mal animada e mal produzida, com cenas de batalha tediosas e um roteiro ainda pior. 

Ao mesmo tempo, foi marcada por uma tempestade de homenagens a personagens clássicos (dentro das limitações do orçamento) combinado com um reaproveitamento de nomes incansável

E como não poderia deixar de ser em uma linha marcada por nostalgia, era óbvio que Grimlock, um dos mais populares personagens de g1, havia de ser "modernizado" em Energon...

E para a surpresa de todos, isso aconteceu em dobro. De um lado, o two-pack Mega Dinobot explicitamente modernizava (com sucesso limitado) o líder dos Dinobots. Do outro, tínhamos esse carinha diminuto: Cruellock, um dos Terrorcons, claramente feito - do nome ao design - como uma homenagem ao Tiranossauro que não ser bozo, ser rei. 

terça-feira, 2 de maio de 2017

Juntas Soltas: Titans Return Sentinel Prime


Um dos lançamentos mais inesperados de Titans Return - e de longe o que mais fez sentido entre os Voyagers da linha depois que o gimmick foi abordado pela IDW - Sentinel Prime mantém a tradição estabelecida por Animated de dar esse nome para babacas. 

Há quem reclame do antecessor de Optimus Prime ser um fascista egocêntrico e xenofóbico; há quem ache que Sentinel deveria ser tão virtuoso quanto o caminhão mais popular da história da indústria de brinquedos. Mas narrativamente, a ideia de uma linhagem corrupta e decadente é simplesmente mais interessante e mais condutiva para a história do que ter Optimus sendo só mais um de uma série de líderes benevolentes e incorruptíveis. O resultado? Um autocrata laranja com delírios de grandeza que jura "fazer Cybertron ser grandiosa novamente" se livrando de tudo que não é do seu agrado. 

Como muitas figuras em Titans Return, Sentinel Prime é um pretool - um retool pré-planejado, lançado antes do uso planejado para o molde. Pensado como Astrotrain - o que fica evidente pelas formas alternativas - o molde foi lançado como o fascista laranja para aproveitar o poder de mercado do nome Prime e o destaque do personagem nos quadrinhos - como antagonista do evento em curso, ao contrário do Choo-choo Espacial, morto algumas edições antes de Titans Return começar.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Juntas Soltas: Super Build Tiger

No começo dos anos 90, a decadência da linha Transformers levou a Takara a abandoná-la em prol de uma nova série de robôs transformáveis: Yuusha (ou "Brave"). Com designs do renomado Kunio Okawara e animação pela Nippon Sunrise - ambos envolvidos na maxi-série Gundam - a série irmã de Transformers desempenhou no Japão o mesmo papel que G2 desempenhou no ocidente: desenvolver novos conceitos de brinquedos. Com uma ênfase muito maior em Combiners, Yuusha aperfeiçoou vários dos conceitos de combinação estabelecidos em Transformers Victory, além de dar origem a vários outros - posteriormente utilizados em Transformers. Essa relação indireta com Transformers deu origem a ideia erronea porem recorrente de que eles tenham sido remoldados e relançados como Transformers - quando o oposto é verdade: vários Braves são reaproveitamentos de conceitos não utilizados, e o infame Deathgarrygun de Brave of Gold Goldran é um redeco simples do transformer Sky Garry enquanto o Thunder Dagwon de Brave Command Dagwon é um retool de Galaxy Shuttle de Transformers Victory.

É dessa era dos robôs transformáveis que vem nosso alvo do dia, Super Build Tiger, da quinta série Yuusha, Brave Police J-Decker. Com um tom mais leve do que sua antecessora, The Brave Express Might Gaine, J-Decker focava nas desventuras do departamento de polícia da cidade de Nagamari e seu jovem "Chefe", Yuuta Tomonaga no comando dos bravos robôs da Brave Police. A segunda unidade da Brave Police a ser introduzida na série, o Build Team forma o obrigatório grupo secundário de combinadores de qualquer série da franquia, o eterno apoio para o robô principal e seu parceiro de upgrade. Então, vamos por partes, ok?

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Juntas Soltas: Prime First Edition Bulkhead

Um bocado de tempo atrás, eu falei do Bulkhead da linha Animated. Lançado em 2008, o gordinho verde foi um dos personagens mais marcantes da série animada - e um dos poucos personagens da série que não era baseado em um personagem pré-existente. Sim, o nome Bulkhead já tinha sido usado em Energon, mas aquele Bulkhead estava mais para uma fusão de Springer, Kup e Mestre Splinter. 

Animated se foi, mas Bulkhead ficou. Veio Prime, a série animada que sucedeu Animated - um estranho híbrido de filme e Animated, em termos estéticos - e a Hasbro reconstruiu Bulkhead, novamente servindo como o "Grandalhão" dos Autobots.

Como quase tudo em Prime era mais sombrio, esse Bulkhead não era mais o gigante gentil de Animated: um ex-integrante dos Wreckers, o Bulkhead de Prime era gentil e cheio de compaixão com seus amigos, temia ferir criaturas menores que ele - e era propenso a feitos extremos de violência contra seus inimigos, não demonstrando nem um pingo daquela compaixão e empatia ao lidar com os Decepticons ou com "valentões", carregando uma boa dose de traumas da guerra.

Mas estamos aqui para falar de brinquedos, não de narrativa.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Juntas Soltas: Energon Demolishor

Saindo de Dinobots não oficiais e de figuras relativamente recentes, que tal viajarmos para o distante ano de 2004, no auge da chamada trilogia do Unicron, a última grande parceria entre Hasbro e Takara para criar ficção de transformers?

Lançado em 2002 na linha Armada e na linha Micron Densetsu (sob o nome Ironhide), Demolishor era o apatetado braço-direito do líder Decepticon Megatron. Dublado por Alvin Sanders, Demolishor estava entre os personagens mais desenvolvidos de Armada - o que não quer dizer muito, a não ser que seu nome seja Starscream

O boneco foi relançado em 2004 como parte das linhas Superlink e Energon (na qual foi um exclusivo da rede KB Stores) com seu novo esquema de cor para a segunda série da trilogia, antes de ser reformatado como um caminhão de entulho e perder o que lhe restava de inteligência. 

terça-feira, 28 de março de 2017

Juntas Soltas: Jin Jiang Toys Hao Hou + Ares

Finalmente, o fim dos Dinobots da Jin Jiang Toys. Homenageando o eternamente mau humorado Snarl, o último componente da equipe foi lançado originalmente com o nome Jian Long ("Dragão de Espada", ou "Estegossauro") antes de ser repintado perto do lançamento de Age of Extinction sob o nome Hao Hou ("Rugido Uivante"). 

Assim como seu colega Kuang Lei, o esquema de cores usado pela empresa não foi bem o do personagem homenageado: enquanto Snarl foi lançado em AoE em uma mistura peculiar de verde-abacate, Hao Hou adota o padrão de cores de outro dinobot da linha dos filmes, o Spinosaurus aegyptiacus Scorn

Junto com Hao Hou, vamos dar uma olhada na forma combinada da equipe - sobre a qual há muito pouco para ser dito. Então... vamos lá de uma vez, já que esse cara - por MUITOS motivos - faz de mim um Snarl. 

quarta-feira, 22 de março de 2017

Juntas Soltas: Jin Jiang Kuang Lei

Chegando ao fim do quinteto de não-dinobots da Jin Jiang Toys com o membro mais fora de escala da equipe, Kuang Lei ("Snapdragon"), a segunda versão da empresa para o dinobot Sludge, o membro aparvalhado em uma equipe de idiotas. 

Até aqui a linha da Jin Jiang foi uma coleção de boas ideias mal implementadas, estragadas por problemas de controle de qualidade e cortes de orçamento inexplicaveis. Membros frouxos, pintura falha e peças que não fazem bem o que deviam marcaram a linha da cabeça aos pés. 

Buscando vendas da linha de Age of Extinction, a empresa repintou seu lançamento anterior, Lei Long ("Dragão Trovejante", ou "Apatosauro") nas cores do dinobot... Slash? O que levou a Jin Jiang a repintar o sauropode como o dromeossauro da Hasbro, nunca saberemos. 

E agora que entramos nos seus pés, há de se ver se as coisas mudaram com o sauropode da equipe... ou se teremos mais uma figura quase boa.

Spencer, meus parabéns: você ACABOU com o Capitão América

Quando eu achava que as coisas não podiam ficar piores... Nick Spencer vai e mete mais um retcon na história do Capitão América: que a versão do herói que foi alterada por um cubo cósmico era a versão HERÓICA e que o que o Caveira Vermelha fez com ajuda do cubo senciente Kobik foi desfazer as alterações feitas por um cubo cósmico durante a segunda guerra mundial - cubo cósmico usado para impedir que Adolph Hitler vencesse a guerra (como fica aquele papo que "A Hydra não é nazista" mesmo?).

Como se já não bastasse a cena (desnecessária e insultosa) de Rogers dizendo a um Tony Stark em coma que "tudo que viria era para destruir tudo aquilo que ele fez".


Ao longo dos anos, a Marvel fez muita coisa idiota com seus personagens. Criou meia dúzia de Hulks diferentes, fez o Coisa usar uma máscara de Bobba Fett barata, revelou que o Homem de Ferro era um super vilão e depois desfez isso transformando ele em um adolescente. Criou o imenso imbróglio que foi a Saga do Clone, toda a confusão que são os quadrinhos dos X-Men, forçou todos os seus heróis em armaduras HARDCOREEEEEE nos anos 90, encalhou seus personagens em mega-eventos sem pé nem cabeça pelas duas décadas do século XXI e nem vamos tocar no fiasco de One More Day.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Juntas soltas: Makai Kadö GARO

Normalmente, minhas reviews de brinquedos focam na linha-mor da minha coleção - Transformers. Mas desta vez temos uma exceção - que foi vista no velho Juntas Soltas, em vídeo, que nunca mais será visto. Falo aqui de uma figura de um Tokusatsu, um seriado de "super-heróis" japonês, no caso 牙狼 (GARO), uma série do gênero feita para o público adulto em 2005. Exibida pela TV Tokyo durante as madrugadas.

Com intermináveis spin-offs desde então, a série original focava na vida de Kouga Saezima, o epônimo cavaleiro dourado GARO, um dos cavaleiros do Makai encarregados de combater monstros chamados Horrores. A série se destacava pelo roteiro mais maduro e dramático e pelo figurino mais complexo que a média para séries do gênero. 

Lançado em 2011 pela Bandai como o primeiro lançamento da linha Makai Kadö, esta figura do cavaleiro dourado tenta capturar todos os detalhes da armadura usada na série - ao contrário do seu  primeiro lançamento na linha S.H. Figuarts, que simplificou o design para viabilizar a articulação - reaproveitando e aprimorando o primeiro lançamento do personagem na linha Equip and Prop, de 2006. 


segunda-feira, 13 de março de 2017

Juntas Soltas: Jin Jiang "Tie Dun"

Dando continuidade aos pseudo-dinobots da Jin Jiang, temos Tie Dun ("Escudo de Ferro"), a segunda versão do take da empresa sobre o triceratops dos Dinobots, repintando o anterior San Jiao Long (Dragão de três chifres, ou... triceratops). 

Eu poderia ir direto ao ponto para falar do incrivelemente roxo braço direito de seja lá qual for o nome do combiner dessa equipe. Mas antes, o personagem no qual ele se baseia merece um pouco de espaço. Afinal, raros são os transformers que mudaram de nome por serem um palavrão.

O membro mais rabugento de uma equipe de gente violenta e rabugenta, o personagem surgiu em 1985 sob o nome Slag (em inglês americano: metal derretido), um nome que a Hasbro só notou que era um problema em um dos maiores mercados da linha espantosos 23 anos depois: o Reino Unido, onde o personagem raramente figurava entre o mais vendidos nas três vezes em que foi relançado. O motivo? Onde nos EUA "Slag" é um termo inocente para metal fundido... no Reino Unido Slag significa outra coisa. Para por da maneira mais educada, "Slag" está entre os termos mais ofensivos para se referir a uma profissional do sexo - ou a uma mulher, ponto. 

Com isso, em 2008 o que era para ser um boneco do Slag foi lançado em Animated sob o nome Snarl, outro dinobot (mas era totalmente o Slag) - e em 2012, no jogo Fall of Cybertron, o rabugento Dinobot recebeu o nome que mantém até hoje: Slug (com quase a mesma pronúncia), com o significado específico de "o resto de metal que sobra após a rebitagem". Ainda violento, ainda destrutivo... mas sem falar em meretrício. 

Agora falta fazer o mesmo com Slapper, de Beast Wars...

Bem, vamos ao plástico!

quarta-feira, 8 de março de 2017

O medo dos robôs e o medo de uma revolução

O medo da revolta da máquina: acima de tudo,
o medo de uma revolta do proletariado.
No clássico cinematográfico Blade Runner, adaptado do livro Androids Dream with Electric Sheep, de Phillip K. Dick, um pequeno grupo de replicantes liderados por Roy Batty se revolta contra seus criadores em busca de seu direito à vida. Em Ghost in the Shell, de Mamoru Ohshii com base em Masamune Shirow, uma inteligência artificial passa a roubar corpos em busca não apenas do sentido de sua existência, mas de seu direito de existir. Já no conto All the Troubles of the World, de Isaac Asimov, o super computador Multivac manipula a humanidade para levar à sua própria desativação. E na canção Saviour Machine, de David Bowie, a epônima "máquina salvadora" tenta futilmente convencer a humanidade a destruí-la. 

Em comum as quatro histórias citadas tem a objetificação e escravização de mentes inteligentes - mesmo que artificiais - como motor de seus conflitos.   Embora o tópico seja abundante nos anais da ficção científica, é raro que saia do básico "computadores/robôs do mal contra a humanidade". Este temor pelo que nossas criações fariam conosco foi apelidado por Asimov de "Complexo de Frankenstein": a ideia obsessiva e irracional de que a humanidade esteja fadada a ser substituída por suas criações, assim como temia o doutor Frankenstein no livro homônimo. 

terça-feira, 7 de março de 2017

Juntas Soltas: Jin Jiang 006BZ Diao Shen

Prosseguindo com o take peculiar da Jin Jiang Toys sobre os clássicos Dinobots, temos a versão deles e da TFC para o único dos Dinobots clássicos a não ser um dinossauro e o único membro da equipe a ter sido atualizado no período entre o fim de Beast Machines e o começo de Transformers Animated, Swoop. Enquanto seus colegas eram ignorados, Swoop já teve sua pequena experiência como Combiner em Energon... embora não como ocorreu nas mãos da Jin Jiang. 

Lançado com o nome de Diao Shen ("Deus Dardo") na tentativa clara da Jin Jiang de capitalizar em cima do sucesso de Age of Extinction (o maldito  até tem uma imagem editada de Strafe do mesmo filme, alterada para esconder a segunda cabeça do autobot), o Não-swoop, ou "noop", é um redeco (sem grandes mudanças) do lançamento anterior da linha de Star Rescue Team (a segunda série de Star Cat), Yi Long (ou "pterodátilo"). Dito isto, vamos ao plástico. 

segunda-feira, 6 de março de 2017

Bau de Brinquedos: A oportunidade perdida de Exosquad

O ano é 2119. A Comunidade Humana se espalhou pelo sistema solar, colonizando os planetas de Marte e Venus. Longe dos planetas natais, orbitando o Cinturão de Asteróides e os planetas Exteriores, vastos clãs de piratas ameaçam a estabilidade do sistema. Das cinzas da guerra, outra ameaça surge. Criados como mão de obra barata e soldados descartáveis durante a expansão da esfera humana, uma nova raça se insurge: Os Neo-sapiens, dando início a uma segunda guerra entre os humanos e suas criações. Neste novo campo de batalha, a arma mais comum é o E-Frame, gigantescos exo-esqueletos blindados desenvolvidos a partir do maquinário usado na Terraformação. Estas são as histórias do Esquadrão Able durante a segunda Revolta Neosapien.  
O parágrafo acima resume mal e porcamente uma das mais interessantes obras da animação "publicitária" dos EUA: Exosquad, uma produção da Universal Cartoon Studios em parceria com a Playmates Toys. Em 1993, a indústria de animação americana começava a sentir o peso do tempo: a invasão dos desenhos japoneses iniciada na década anterior afetava o interesse do público, e obras como Batman: The Animated Series, de Bruce Timm, demonstravam a capacidade que os desenhos animados e sua audiência tinham para lidar com temas mais maduros. 

domingo, 5 de março de 2017

Logan: mais do que X-Men, um drama sobre paternidade

Ao longo dos seus 17 anos, a franquia dos filmes dos X-Men oscilou do bom ao horrendo, e em sua zona mais baixa estavam os filmes do Wolverine. Circulando pelas três narrativas mais comuns ao gênero de super heróis- histórias de ação puramente escapistas, alegorias sócio-políticas e discussões filosóficas cujos personagens são meros adereços da narrativa - seria de se esperar que a peça final do Logan de Hugh Jackman repetisse os erros dos prévios "Wolverine" e "Wolverine: Imortal".

Mas "Logan" vai por uma área inexplorada para os filmes de quadrinhos. Abraçando seu material de origem ao mesmo tempo se despe da imaturidade do mesmo, o filme de James Mangold ousa e nos oferece um drama de personagem pesado cujos elementos fantásticos servem de pano de fundo para uma história humana.

As discussões sobre preconceito e bioética que marcam os filmes dos X-Men continuam lá,  mas são adereços para uma história que pertence mais ao cinema arte do que ao cinema pipoca dos filmes de quadrinhos: o drama sobre um homem que rejeita seu passado e suas responsabilidades em nome de uma falsa sensação de tranquilidade, perturbada com a entrada da filha que ele não sabia que tinha, gerada sem seu consentimento.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Juntas Soltas: Dark of the Moon Shockwave

Os filmes de transformers, verdade seja dita, fizeram um desuso absurdo dos Decepticons... e ninguém foi mais desperdiçado do que Shockwave, reduzido de seu papel como "Spock do Mal" e gênio científico dos Decepticons para um capanga glorificado confundido com seu animal de estimação em O Lado Oculto da Lua. Maaas onde os filmes fracassaram como narrativa, tiveram sucesso em algo que me é de mais interesse: produzir brinquedos. E o terceiro filme, por mais que seu gimmick - Mech-Tech, armas com dois modos e proporções dignas de quadrinhos dos anos 90 - fosse um fracasso rendeu algumas das melhores figuras do universo cinematográfico de Transformers. Como seria de se esperar, Shockwave deu as caras na linha de Dark of the Moon (ao contrário de seu clone de duas cabeças, que não apareceu na linha de Age of Extinction) na segunda maior categoria de tamanho, trazendo mais uma modernização do lógico Decepticon. Uma modernização que, logicamente, abandonava sua antiga forma como uma pistola futurista...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Juntas Soltas: Jin Jiang 004Z Gang Ba

Ah, as maravilhas do mercado não oficial de Transformers. Onde a Hasbro e a Takara fracassam ou nem tentam, não faltam empresas para fazer o que a fanbase espera (ou não espera). Entre as figuras mais pedidas pelo fandom desde os idos tempos de Classics estavam os Dinobots, e não faltaram empresas para tentar trazer os dinos Autobots para os tempos modernos antes de sua inesperada volta em Age of Extinction. 
Uma das empresas que tentou e desistiu (antes de tentar denovo) foi a TFC Toys, que surpreendeu o fandom com renders dos cinco Dinobots em 2011, seguidos por protótipos no mesmo. O tempo passou e os dinos da TFC não deram as caras até 2014, quando foram vendidos para a chinesa Jin Jiang Toys, que os lançou como parte da linha de brinquedos do desenho Star Cat... e no mesmo ano, aproveitando o sucesso de Age of Extinction, o quinteto foi relançado com novos nomes nas cores da linha da Hasbro. E é desta segunda e "melhorada" (mas nem tanto) versão que falamos nessa sequência, começando pelo suposto "líder" do grupo, Gang Ba ("Tirano de Aço"), sua interpretação do T-Rex Grimlock, repintada do anterior Ba Wang Long ("Lagarto Rei" ou "Tiranossauro", literalmente).

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Juntas Soltas: Animated Ultra Magnus

Um mistério: porque raios a cabeça dessa versão continua azul?
Tem algum tempo, eu falei aqui do (excelente) Ultra Magnus da linha Combiner Wars. Agora, retorno o olhar para uma das versões mais influentes e mais controversas do Autobot que "não tem tempo para isso": sua encarnação de Transformers Animated

Em 2008, Magnus causou polêmica entre o fandom. Do cara que rejeitava a liderança por ser apenas um soldado, agora era O líder dos Autobots, tomando a posição que tradicionalmente pertencia a Optimus Prime. De quem tinha reverência e respeito por Optimus* e uma seriedade respeitosa em todas as suas relações, Magnus passou para um líder duro e rigoroso, desprovido de qualquer coisa que pudesse se aproximar de um senso de humor. E é claro, havia o martelo...

Quase todas essas características acabaram migrando para encarnações futuras. O martelão foi parar em Prime e nos quadrinhos da IDW. Sua versão de Prime trazia a rigidez e a antipatia da versão de animated - sem nenhum traço do insosso Magnus G1 - enquanto na IDW a falta de senso de humor e a rigidez foram elevadas a níveis cômicos, beirando - ou chegando - a neurose. Mas estamos aqui para falar do boneco, mais especificamente sua segunda versão, Roadbuster Ultra Magnus, com um esquema de cor homenageando o Wrecker Roadbuster - e em Prime, Ultra Magnus acabou virando líder dos Wreckers...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Juntas Soltas: Titans Return Galvatron

 Aconteceu: após 30 anos, Galvatron finalmente tem um boneco digno de sua presença e que possa ser reconhecido como ele. Como a maior parte dos personagens criados para o filme de 1986, a forma revivida de Megatron não teve muita sorte na forma de plástico. Seu boneco original era uma figura desengonçada e desproporcional, uma das marcas da crise criativa da franquia. Suas poucas atualizações ao longo dos anos evitavam seu design original como o diabo foge da cruz - enquanto seu nome vivia, as figuras que o usavam eram tudo, menos o estranho canhão de artinharia futurista de Geração 1. Em comum, só a tendência (mas não regra) de serem Megatrons revividos... não necessariamente por Unicron.

Eis que chega 2016 e a linha Titans Return, trazendo não só um Galvatron novo, mas um que visa modernizar o velho sem perder a identidade visual dele. Mas como nada vem de graça, o custo do novo Galvatron foi... fazer dele um Headmaster? Que feitiçaria é essa, Hasbro? E como ela pode dar certo? E o que podemos esperar deste molde no futuro?